Será que o Complexo de Édipo foi bem resolvido em mim?
- Comunidade Transformar
- 14 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
O complexo de Édipo foi criado pelo padre da psicanálise Sigmund Freud, que usou um mito grego para explicá-lo. Resumidamente, definimos este fenômeno como o afeto e vínculo profundos com a mãe combinados com um sentimento de rivalidade com o pai, durante a infância.
O fato de um adulto não ter conseguido superar esta etapa na infância ou na adolescência pode trazer consigo uma série de repercussões psíquicas que impedem a pessoa de levar uma vida normal e satisfatória.
Estas repercussões afetam uma ou mais áreas da vida da pessoa e algumas podem ser descritas dessa forma:
Terá sérias dificuldades para amadurecer psicologicamente e desenvolver o seu próprio caráter, uma vez que depende da opinião da mãe quase na totalidade.
Terá mais dificuldade em ser autossuficiente por não ser economicamente independente.
Experienciará sentimentos de frustração constantes devido à dificuldade em manter uma relação estável em casal.
É mais propenso a ter conflitos no relacionamento.
Dificuldades em alcançar seus próprios objetivos de vida.
Todas essas situações estão vinculadas a sofrer de uma grave instabilidade emocional e falta de maturidade emocional, psicológica e sexual.
Este complexo de Édipo pode ser solucionado, independentemente da idade da pessoa. No entanto, devemos ter consciência de que, se está muito enraizado, não será tão fácil, mas com motivação e força de vontade suficientes pode ser tratado.
Alguns conselhos úteis para saber como lidar com o complexo de Édipo mal resolvido são os que detalhamos em seguida:
Reconhecer o problema
O passo mais importante para conseguir superar este transtorno é que o adulto com complexo de Édipo reconheça que sofre do problema. Por que é tão importante? Porque não é possível superar algo que não se reconhece em nós mesmos. É essencial reconhecer e tomar consciência do que está acontecendo e de como está afetando a vida diária, uma vez que isso é vital para encontrar a motivação e força de vontade para resolvê-lo.
"Soltar" os privilégios de ser criança
Seguramente existe uma resistência a "crescer" graças ao medo a tomar as rédeas da própria vida e tornar-se responsável de si mesmo, o que neste caso nunca foi permitido pela mãe. No entanto, já na fase adulta, é necessário fazer algo para desligar-se desse papel de criança e começar a tomar as suas próprias decisões.
Você pode começar por identificar o que realmente deseja, sem se preocupar com o que a sua mãe opina sobre o assunto, e executá-lo.
Deixar de dar prioridade à mãe sobre todas as outras coisas, sobretudo quando se estabelecem relações sentimentais nas quais a companheira passa a ser prioridade.
Moderar as visitas e chamadas por telefone com a mãe, tratar de ser independente economicamente
Não o ter medo de não obter sempre a aprovação da progenitora.
Não esqueça que é necessário cortar o cordão de dependência emocional e/ou econômica e aceitar a partida para conseguir ser um adulto maduro e independente.
Consulte um profissional
Se você nota que o problema persiste.
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