Histeria e Psicanálise
- Comunidade Transformar
- 12 de abr. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de abr. de 2020
Em 1895 – “Estudos sobre a Histeria” – considerado o marco da fundação da psicanálise freudiana.
Dr. Breuer, 14 anos mais velho que Freud e um dos médicos mais respeitados da Áustria, tem uma relação com Freud como a do mestre e seu discípulo.
Freud junto com o Dr. Breuer nos fala sobre esse fato do cuidar e dar a atenção as outras pessoas, “como uma submissão à demanda do Outro, como algo comum na vida dos pacientes antes dos sintomas histéricos. Essa forma de viver das mulheres da época justificaria a supressão de suas emoções para cumprir com seus deveres morais na sociedade e que estão dirigidos a outras pessoas.” Hiter, H.
Um dos primeiros casos que Freud acompanhou juntamente com seu mestre, foi o famoso caso chamado Ana O. da paciente Berta Pappenheim.
Jovem bonita, inteligente e com apenas 21 anos e apresentava esses sintomas histérico-orgânicos.
Freud tomou conhecimento que os sintomas histéricos estavam associados a lembranças recalcadas, no estudo desse caso conhecido como Ana O.
“O tratamento (aparentemente) tinha sucesso quando a paciente conseguia resgatar lembranças dos eventos que cercavam o surgimento inicial de um sintoma. As lembranças produziam uma liberação emocional ou catarse." p. 445
A sociedade Vienense , naquela época vitoriana, o sexo no casamento era considerado algo necessário voltado apenas para a procriação visando os herdeiros, enquanto demais prazeres sexuais, apenas permitidos aos homens, aos quais iam buscar fora do casamento, nos encontros com as prostitutas.“Entre os resultados dessas ideias estavam a frustração das necessidades sexuais da esposa fiel, a sensação de culpa persistente do marido adúltero e uma boa clientela para terapeutas como Freud.” Assim, era uma infinidade de sintomas que apareciam, aumentando cada vez mais a procura pelo Dr. Freud.
Freud utilizava de vários métodos para que pudessem diminuir o sofrimento de seus pacientes, desde tratamentos convencionais, como a hidroterapia, a hipnose e a outros como colocar a mão na cabeça do paciente insistindo para que eles tentassem resgatar algumas lembranças recalcadas. O objetivo desses tratamento era “acalmar os nervos”.
Referências
Freud S, Breuer J. Estudos sobre a histeria (1895). In: Salomão J (trad.).
Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; 1995.
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