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Histeria e história

Atualizado: 14 de abr. de 2020

Desde a época de Hipócrates, considerado o pai da medicina, já se  falava de histeria, sem contudo entender o que se passava.Histeria vem do grego Hyster, que significa útero.

“A causa da histeria era atribuída ao útero, que teria o poder de se movimentar dentro da mulher, por ser um ser vivo autônomo, podendo ocorrer então a sufocação da matriz, do útero – origem da palavra histeria (Ávila & Terra, 2010; Leite, 2012).


Os escritos de Hipócrates sobre a histeria mantiveram a crença da Antiguidade de que o útero teria a capacidade de se deslocar e causar a sufocação. Ele acrescentou ainda a ideia de que as mulheres que não faziam sexo tornavam-se mais suscetíveis à sufocação, pois seu útero ficaria mais leve e, portanto, teria mais facilidade para se movimentar. Platão, nessa mesma época, traz a ideia de que o útero teria o desejo de conceber crianças e que, portanto, os úteros de mulheres estéreis ficariam irritados, agitando-se e causando a obstrução das passagens de ar e doenças de todas as espécies. (Ávila & Terra, 2010; Leite, 2012)


Por muitos anos, desde a antiguidade, acreditava-se que esse “mal”  só afetava as mulheres. Os sintomas que elas apresentavam eram: paralisia, convulsões, tremores, desmaios repentinos, cegueiras, porém não se achava a causa e nem uma explicação fisiológica.

As mulheres que apresentavam esses sintomas, geralmente,  eram julgadas como dissimuladas, mentirosas e manipuladoras e, em alguns casos, além de julgadas verbalmente, sofriam, ainda, com as punições que lhes eram dadas: alguns diziam que eram bruxas, feiticeiras, loucas e, assim, eram queimadas em praças públicas, banidas da sociedade.

Pode-se imaginar como era tratada a questão feminina nesses tempos?  A mulher era vista como uma serviçal e objeto de uso dos homens: a elas  cabiam os cuidados da casa, dos filhos e a obrigatoriedade da reprodução.

Uma mulher sem filhos ficava à margem da sociedade, e lhe sobrava o cuidado dos pais e, em alguns casos, ajuda com os sobrinhos.


Referências


Freud S, Breuer J. Estudos sobre a histeria (1895). In: Salomão J (trad.). Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; 1995.


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